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Após uma maratona de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia está prestes a se tornar realidade, e os líderes dos dois blocos já discutem o “day after”. Nesta terça-feira (13 de janeiro), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, para alinhar estratégias.
O tom da conversa foi de celebração, mas também de pragmatismo. Ambos manifestaram satisfação com a aprovação do texto final, que tem data marcada para ser assinado: próximo dia 17, no Paraguai.
Corrida contra o tempo
A preocupação agora é a burocracia pós-assinatura. O tratado precisa passar pelo processo de internalização (ratificação) nos países signatários para valer de fato.
Segundo nota do Planalto, Lula e Montenegro concordaram em trabalhar conjuntamente para que essa etapa seja vencida de forma “rápida e eficiente”. O objetivo é que as novas regras entrem em vigor o quanto antes, permitindo que as populações sintam os resultados concretos na economia e no comércio.
“A decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico”, destacou o comunicado oficial.
Pauta Venezuela
Além da economia, a estabilidade política da região também entrou na pauta. Os dois líderes trocaram impressões sobre a situação atual na Venezuela, concordando sobre a necessidade de evitar cenários de instabilidade na América do Sul que possam prejudicar o avanço das relações internacionais.
Imagem: Divulgação



