
A candidata a deputada federal Rose Modesto (União Brasil) defendeu o endurecimento das leis e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres como estratégias para reduzir os casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul.
Durante entrevista ao programa Capital Meio Dia, da Capital FM 95, em Campo Grande, ela destacou o projeto de sua autoria que elevou de 12 para 20 anos a pena mínima para o crime.
Para Rose, a mudança representa uma resposta mais rigorosa aos assassinatos de mulheres e ajuda a combater a sensação de impunidade.
“A sociedade, as famílias de bem e as autoridades deste país não podem aceitar alguém tirar a vida de uma mulher e não ficar preso, às vezes, nem por um ano. É um tapa na cara da sociedade. Nós mudamos isso”, afirmou.
A candidata, porém, avalia que penas mais severas, isoladamente, não são suficientes para interromper o ciclo de violência. Ela defende investimentos em prevenção, acolhimento e autonomia financeira para que mulheres em relacionamentos abusivos tenham condições de buscar ajuda e deixar situações de risco.
Entre as propostas citadas estão a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o aumento do número de delegacias com atendimento 24 horas, a expansão das unidades da Casa da Mulher Brasileira e a manutenção de casas-abrigo.
Segundo Rose, a dependência financeira, a falta de moradia e o receio de não ter proteção estão entre os fatores que dificultam a saída de relacionamentos abusivos.
“O Estado tem que garantir abrigo, qualificação e emprego para essa mulher sair do ciclo de violência com segurança para ela e para seus filhos”, afirmou.
Prevenção e orçamento
Durante o programa, também foram discutidos os índices de feminicídio em Mato Grosso do Sul, incluindo os registros de agosto, período marcado pelas ações do Agosto Lilás.
Para Rose, os números reforçam a necessidade de manter o enfrentamento à violência contra a mulher como política permanente, com orçamento para prevenção, atendimento e proteção das vítimas.
Ela também defendeu o envolvimento da sociedade na identificação e denúncia de casos.
“Se a minha vizinha ou uma parente está sofrendo, eu preciso me colocar no lugar. A conscientização de que o problema entre marido e mulher é nosso e de toda a sociedade é o único caminho para resolvermos esta situação”, concluiu.



