
O Republicanos oficializou nesta quarta-feira (7) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A decisão representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a legenda havia adotado posição de neutralidade na disputa.
O anúncio foi feito em Brasília pelo presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira. Flávio Bolsonaro participou do encontro ao lado de lideranças da legenda, entre elas o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que participou das articulações para aproximar o partido da candidatura do PL.
Apesar do apoio nacional, o Republicanos não fechou questão sobre a eleição presidencial. Com isso, integrantes da legenda que mantêm alianças políticas regionais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderão continuar apoiando o petista.
Um dos exemplos é o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que declarou apoio a Lula e não participou do anúncio realizado nesta quarta-feira. A direção partidária também indicou que alianças locais em estados como Pernambuco e Paraíba serão preservadas.
Apoio ocorre após primeiro turno
A decisão foi anunciada três dias depois do primeiro turno. Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da eleição em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
A divisão interna do Republicanos já havia ficado evidente durante o primeiro turno. Enquanto Tarcísio de Freitas manteve alinhamento com Flávio, outras lideranças do partido adotaram posições diferentes na disputa presidencial.
Com a nova decisão, o Republicanos se junta a outras siglas que já anunciaram apoio à candidatura do PL. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e o Novo também declararam apoio a Flávio Bolsonaro.
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, ressaltou que o apoio não representa um compromisso sem condições. Segundo informações divulgadas após o anúncio, a legenda cobra compromissos relacionados a responsabilidade fiscal, reformas e pacificação política.
As articulações partidárias devem continuar nas próximas semanas, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram esforços na busca por apoio político e eleitoral para o segundo turno.
Tarcisio e Flávio durante agenda de campanha. (Foto: Reprodução)





