Suzano amplia combate a incêndios em Mato Grosso do Sul com inteligência artificial e drone térmico
Investimento de R$ 25 milhões fortalece monitoramento de mais de 1 milhão de hectares e proteção de áreas do Cerrado durante a estiagem

A Suzano reforçou sua estrutura de prevenção e combate a incêndios florestais em Mato Grosso do Sul com a adoção de novas tecnologias antes do período de estiagem, que ocorre entre agosto e outubro. A companhia passou a utilizar um sistema de inteligência artificial para detecção automática de fumaça e um drone equipado com câmera térmica de alta resolução para ampliar a capacidade de monitoramento e resposta a ocorrências.
A operação cobre mais de 1 milhão de hectares de áreas florestais no estado e contribui diretamente para a proteção de mais de 300 mil hectares de vegetação nativa e áreas de preservação do bioma Cerrado. O investimento anual da empresa na estrutura de prevenção e combate a incêndios em Mato Grosso do Sul é de R$ 25 milhões.
“O Cerrado é a paisagem que define Mato Grosso do Sul. Quando o período de incêndios chega, a ameaça não é só para a vegetação: atinge comunidades inteiras e a vida de milhares de espécies de animais silvestres. Por isso, nossa responsabilidade vai muito além das áreas plantadas. Investimos continuamente para que nossa estrutura funcione como uma linha de frente na proteção de áreas nativas e das comunidades no entorno das operações”, afirma Amarildo José Nunes, gerente de Inteligência Patrimonial da Suzano em Mato Grosso do Sul.
Durante o período crítico, a operação mobiliza 241 profissionais, sendo 167 brigadistas fixos e 74 colaboradores da operação florestal que atuam como apoio. Com o reforço das equipes, a empresa estima reduzir o tempo médio de resposta em até 15 minutos, alcançando cerca de uma hora entre a identificação da ocorrência e o início do combate.
A estrutura também conta com duas aeronaves, caminhões-pipa e veículos equipados com kits de combate. Neste ano, a companhia renovou parte da frota com a aquisição de dois novos caminhões-pipa e cinco caminhonetes Hilux adaptadas para combate a incêndios. Além disso, as equipes passaram a utilizar rastreadores via satélite para monitoramento em tempo real das brigadas em campo.
No monitoramento, 57 torres equipadas com câmeras de visão 360 graus transmitem imagens continuamente para as centrais de controle localizadas em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Com a integração da inteligência artificial, focos de fumaça podem ser identificados automaticamente, acelerando o acionamento das equipes.
Outro reforço tecnológico é o drone DJI Mavic 3T, equipado com câmera térmica e sistema de zoom de até 56 vezes. O equipamento permite detectar focos de calor antes mesmo do surgimento de fumaça visível, além de fornecer imagens em tempo real para orientar as ações das brigadas em campo.
As atividades de prevenção e combate a incêndios também são realizadas em conjunto com empresas associadas à Reflore (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores Florestais), por meio do compartilhamento de informações e apoio operacional durante toda a temporada de estiagem.
“Nenhuma estrutura, por maior que seja, resolve sozinha um problema da dimensão dos incêndios em uma região como o Cerrado. A parceria com outras empresas e produtores da região é parte essencial do que fazemos no estado”, completa Amarildo.
Atualmente, a Suzano mantém 1,136 milhão de hectares de florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso do Sul, dos quais 327 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, incluindo áreas de preservação permanente e vegetação nativa.
Foto: Divulgação/Suzano



