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A segurança pública de Figueirão deu um passo decisivo no combate à violência doméstica. Na manhã desta quarta-feira (20 de maio de 2026), a Delegacia de Polícia Civil inaugurou a 65ª Sala Lilás de Mato Grosso do Sul. O espaço é um marco para o município, oferecendo um ambiente reservado e acolhedor para mulheres, crianças e adolescentes que buscam ajuda em momentos de vulnerabilidade.
A cerimônia contou com o prefeito Juvenal Consolaro, o delegado titular Gustavo Luiz Ferreira Detomi, e a coordenadora estadual do projeto, delegada Elaine Benicasa, além de autoridades da segurança pública estadual.
O Diferencial do Atendimento “Lilás”
Diferente de um balcão de atendimento comum, a Sala Lilás foi projetada para romper com a frieza institucional e oferecer o que o prefeito Juvenal chamou de “um abraço caloroso”.
Principais pilares da nova estrutura:
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Privacidade Total: Atendimento reservado para que a vítima não precise relatar agressões em ambientes comuns da delegacia.
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Escuta Protegida: Foco especial no atendimento a crianças e adolescentes, evitando a revitimização.
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Suporte Integral: Além do boletim de ocorrência, o espaço facilita o encaminhamento imediato para medidas protetivas e suporte da rede de assistência social do município.
Enfrentamento ao “Silêncio”
O delegado Gustavo Detomi alertou que a violência doméstica costuma ser silenciosa e se manifestar antes da agressão física. “Controle, manipulação e ciúmes excessivos já são sinais de um relacionamento tóxico”, pontuou.
A delegada Elaine Benicasa reforçou que a existência de uma sala com cores suaves e ambiente confortável tem um objetivo psicológico claro: incentivar a denúncia. Segundo ela, o ambiente transmite a sensação de “justiça e cura”, essencial para que a mulher se sinta segura para romper o ciclo da violência.
Parceria Estado e Município
Durante o evento, foi assinado um Termo de Cooperação entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Figueirão. O documento formaliza o trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a rede municipal de saúde e assistência, garantindo que a vítima, ao sair da delegacia, continue sendo acompanhada pelo poder público.
“A violência doméstica é silenciosa e precisa ser tratada como responsabilidade coletiva — de famílias, igrejas e escolas”, destacou o coronel Wagner Ferreira da Silva, da SEJUSP.
Imagem: Divulgação



