Comissão amplia fiscalização sobre rodovias da Rota da Celulose em MS
Grupo passa a acompanhar metas de investimento, obras e qualidade dos serviços em cinco rodovias estratégicas para o setor

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ampliou a atuação da Comissão Temporária de Acompanhamento das Concessões Rodoviárias, que passa a monitorar não apenas a BR-163, conhecida como Rota do Pantanal, mas também os 870,3 quilômetros de rodovias que integram a Rota da Celulose, concedida à iniciativa privada em fevereiro deste ano.
Criada em 2024, a comissão agora também acompanha o cumprimento das metas contratuais, o andamento das obras e a qualidade dos serviços prestados nas cinco rodovias sob concessão. Segundo o deputado Júnior Mochi, a concessionária Caminhos da Celulose será comunicada sobre a ampliação da atuação, com a definição de reuniões trimestrais para apresentação dos avanços e alinhamento das etapas do projeto.
A Rota da Celulose abrange trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 (Campo Grande/Três Lagoas) e BR-267 (Nova Alvorada do Sul/Bataguassu). O conjunto conecta a região de Campo Grande ao leste do estado, passando por municípios com forte presença e crescimento da cadeia produtiva da celulose, como Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas, Bataguassu e Anaurilândia.
Com contrato de 30 anos, a concessão prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. Entre as melhorias planejadas estão 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, além da implantação de vias marginais, contornos urbanos e avanços em sinalização e segurança viária ao longo do sistema.
Como parte do acompanhamento das ações, o deputado Caravina apresentou um requerimento solicitando informações complementares à concessionária, com foco no detalhamento de cronogramas e na organização dos serviços de manutenção, como roçada, tapa-buraco e sinalização. A iniciativa busca ampliar a visibilidade sobre as etapas de execução e contribuir para o bom andamento das intervenções.
O documento também aborda aspectos relacionados à segurança viária em áreas urbanas e ao planejamento de serviços em trechos considerados estratégicos.
Foto: Luciana Nassar



