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Venezuela sob Tensão: Oposição faz primeiro grande protesto após queda de Maduro

Milhares de pessoas pedem liberdade para presos políticos e rapidez na Lei de Anistia; Presidente interina Delcy Rodríguez sobe o tom contra María Corina Machado.

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CARACAS – A capital venezuelana e outros 17 estados foram palco, nesta quinta-feira (12), das maiores manifestações populares desde a saída de Nicolás Maduro do poder, em janeiro. O movimento, liderado por estudantes e grupos civis, exige a libertação imediata de mais de 600 presos políticos e transparência total no processo de transição governamental.

O epicentro dos protestos foi a Universidade Central da Venezuela (UCV). Vestidos de branco, os manifestantes enviaram um recado claro à Assembleia Nacional: a reconciliação do país depende da anistia, mas sem as “zonas cinzentas” propostas pelo atual texto legislativo.

O Impasse da Lei de Anistia

A discussão da lei, que deveria ter avançado nesta semana, foi adiada para a próxima terça-feira por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. O texto atual é alvo de críticas por dois motivos opostos:

  1. Ambiguidade: ONGs de direitos humanos temem que os critérios para exclusão de crimes (como violações de direitos humanos) não sejam claros o suficiente.

  2. Impunidade: Há receio de que a lei beneficie figuras do alto escalão do chavismo envolvidas em corrupção, sob o pretexto de pacificação nacional.

Delcy Rodríguez x María Corina Machado

A temperatura política subiu após uma entrevista da presidente interina, Delcy Rodríguez, à NBC News. Mesmo liderando a transição, Delcy defendeu a inocência de Maduro e atacou a líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado.

“Ela terá de dar explicações. Por que pediu uma intervenção militar e sanções contra a Venezuela?”, questionou Delcy, sugerindo que Corina Machado pode enfrentar processos judiciais caso retorne ao país.

Por outro lado, María Corina usou as redes sociais para exaltar a bravura dos manifestantes. “A Venezuela será livre! Viva os nossos estudantes!”, publicou a líder, que segue como a principal voz da oposição no exílio e na resistência interna.

Números da Transição:

  • Presos Políticos: Mais de 600 (segundo a ONG Foro Penal).

  • Estados em Protesto: 17 (incluindo Bolívar, Táchira e Carabobo).

  • Próxima votação: Terça-feira (17 de fevereiro).

Imagem: Divulgação

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