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Mercado do Boi: Arroba atinge R$ 325 e pecuarista retoma controle das negociações

Oferta restrita e escalas de abate curtas obrigam frigoríficos a elevar preços; São Paulo lidera as cotações, enquanto MS e outros estados acompanham a tendência de alta.

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O início desta semana consolidou o que analistas chamam de “vitória do campo”. Com o boi gordo atingindo a marca de R$ 325/@ em negociações pontuais, o setor produtivo venceu a resistência dos frigoríficos. A indústria, que tentava trabalhar com escalas de abate alongadas para pressionar os preços, deparou-se com uma oferta extremamente controlada e uma demanda externa que não dá sinais de trégua.

Os Pilares da Alta

Três fatores principais explicam por que o pecuarista está vencendo a “queda de braço”:

  1. Escalas Curtas: Os frigoríficos estão trabalhando “da mão para a boca”, com poucos dias de abate garantidos, o que gera urgência na compra.

  2. Poder de Barganha (Pasto): As boas condições climáticas e de pastagens permitem que o produtor segure o animal no campo por mais tempo, aguardando preços melhores sem perder a qualidade do acabamento.

  3. Exportações Recordes: A demanda internacional, especialmente da China e novos mercados, mantém o apetite pelos animais que atendem ao padrão de exportação (o chamado “Boi China”).

Raio-X das Praças (Preços Médios)

O movimento de alta é generalizado, mas apresenta variações regionais importantes:

  • São Paulo: Referência nacional, operando acima de R$ 323/@.

  • Mato Grosso do Sul: Mantém firmeza, acompanhando a tendência paulista devido à proximidade logística.

  • Minas Gerais e Goiás: Superaram a barreira dos R$ 308/@, com tendência de alta para os próximos dias.

Perspectivas para os Próximos Dias

A tendência, segundo especialistas do setor, é de que a arroba continue testando novos patamares. Enquanto o consumo interno começa a reagir com a virada do mês e as exportações continuarem no ritmo atual, a pressão sobre os estoques da indústria permanecerá elevada.

Ponto de Atenção: O “Boi China” (animais jovens, com até 30 meses) continua sendo o prêmio do mercado, alcançando ágios significativos sobre o boi comum destinado ao mercado interno.

Imagem: Divulgação

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