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O que começou como uma noite de diversão em uma boate às margens da BR-158 terminou em prisão e confusão na madrugada deste sábado (24), em Paranaíba. Um caminhoneiro de 50 anos foi detido após inventar que havia sido sequestrado por homens armados, tudo para tentar esconder uma dívida de R$ 2.500 acumulada no estabelecimento.
A farsa mobilizou equipes da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas foi desmascarada por inconsistências no depoimento, monitoramento via satélite e um teste de bafômetro.
A Versão Inventada: Sequestro e Disparos
Por volta de 1h15, a polícia recebeu o alerta de que um conjunto de veículos de carga (Scania com três semirreboques) estaria sofrendo um sequestro. O motorista chegou a afirmar que foi rendido por bandidos, levado a um terreno baldio e obrigado a ligar para o patrão pedindo R$ 2.500 pelo resgate.
Para dar veracidade à história, ele alegou que, ao tentar fugir, criminosos atiraram contra o caminhão, quebrando o vidro e ferindo sua cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado à Santa Casa de Paranaíba para levar pontos no ferimento.
A Verdade: Dívida e “Pedradas”
A história começou a ruir quando a PRF checou o sistema de rastreamento do caminhão, que provou que o veículo nunca esteve nos locais citados. Na delegacia, confrontado com os fatos, o motorista confessou a verdade:
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Ele esteve em uma boate e acumulou uma conta de R$ 2.500.
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Saiu sem pagar, sendo perseguido por funcionários do local.
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Durante a perseguição, pedras foram atiradas contra a cabine, quebrando o vidro e causando o corte na cabeça — e não tiros.
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A chave Pix que ele passou para o patrão, alegando ser dos “sequestradores”, pertencia, na verdade, à proprietária da boate.
Consequências Legais
Além de admitir a mentira, o homem foi submetido ao teste de alcoolemia, que confirmou a embriaguez ao volante. O motorista agora responde por:
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Falsa comunicação de crime (mobilização desnecessária das forças de segurança);
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Embriaguez ao volante.
O veículo foi apreendido e o caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba.
Imagem: Divulgação



