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Bastidores 2026: “Ignorado” pelo grupo de Riedel e Azambuja, Nelsinho admite que PSD pode lançar candidatura própria ao Governo

Senador reage à declaração de Valdemar da Costa Neto, que fechou as portas do Senado para ele na chapa governista; conversa decisiva com Riedel deve ocorrer após as férias.

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O tabuleiro político de Mato Grosso do Sul sofreu um abalo sísmico neste início de ano. O senador e presidente estadual do PSD, Nelsinho Trad, sinalizou que seu partido pode seguir caminho solo na eleição deste ano, inclusive lançando candidatura própria ao Governo do Estado.

A declaração surge como resposta direta à movimentação do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. Segundo Valdemar, a chapa governista — liderada hoje por Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) — já estaria fechada com Reinaldo e Capitão Contar como os dois nomes para o Senado, deixando Nelsinho de fora.

“Muita água vai passar”

Ao ser indagado sobre o futuro do PSD diante desse isolamento, Nelsinho evitou o confronto direto, mas deixou todas as portas abertas.

“Tudo pode acontecer… Muita água vai ainda passar nessa ponte. O plano das candidaturas nacionais ainda nem começou a se desenhar e certamente isso refletirá nos estados”, afirmou o senador.

Nelsinho, que aparece bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, ressaltou que terá uma conversa “olho no olho” com o governador Eduardo Riedel assim que o período de férias encerrar. “Está muito cedo para definição por agora… isso muda, muda, muda”, reforçou.

O “Atropelo” do PL

A tensão aumentou porque o ex-governador Reinaldo Azambuja havia declarado que a definição da chapa majoritária ocorreria apenas em março. No entanto, Valdemar da Costa Neto antecipou o processo: além de filiar Capitão Contar, já o anunciou como pré-candidato ao Senado na chapa oficial, atropelando o cronograma local.

O Passado e o Vice

O PSD não é um coadjuvante qualquer na atual gestão. O partido detém a vice-governadoria com Barbosinha, nome forte que poderia ser reconduzido ao cargo.

Além disso, há uma questão de “palavra dada”. Quando Eduardo Riedel recusou o convite para se filiar ao PSD (feito pessoalmente por Gilberto Kassab na casa de Riedel), houve um compromisso firmado de que o governador “cuidaria” do partido no estado. O cenário atual, no entanto, aponta para o descumprimento desse acordo, o que pode forçar o PSD a buscar protagonismo em uma terceira via.

Imagem: Divulgação

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