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Uma espera de décadas está prestes a terminar. O governo brasileiro e a Comissão Europeia confirmaram que o histórico acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado oficialmente nos “próximos dias”. A expectativa do Palácio do Planalto é que as novas regras comerciais entrem em vigor ainda neste ano de 2026.
A “luz verde” decisiva veio na última sexta-feira (09), quando a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a ampla maioria dos países do bloco europeu aprovou o texto. “A decisão é histórica. Estamos empenhados em criar crescimento e empregos”, celebrou Ursula.
Como entra em vigor rápido?
Para valer definitivamente, o tratado precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos dos quatro países do bloco sul-americano (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). No entanto, existe um atalho legal para o Brasil.
O vice-presidente Geraldo Alckmin explicou que, se o Congresso Nacional brasileiro for ágil, o país sai na frente.
“Se o Congresso Brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, Paraguai e Uruguai para já entrar em vigência”, afirmou Alckmin.
Impacto na Economia e Empregos
O governo trata o acordo como uma ferramenta vital contra o isolacionismo econômico. Os números da relação Brasil-Europa justificam o otimismo:
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2º Maior Parceiro: A UE fica atrás apenas da China no comércio com o Brasil.
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US$ 100 Bilhões: Foi o volume da corrente comercial (soma de importações e exportações) no ano passado.
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Indústria em Alta: A indústria de transformação exportou US$ 23,6 bilhões para a Europa (crescimento de 5,4%).
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Empregos: Cerca de 9 mil empresas brasileiras exportam para o continente europeu. Juntas, elas empregam mais de 3 milhões de trabalhadores.
Sustentabilidade e Regras
Além de derrubar tarifas alfandegárias, o acordo moderniza as relações comerciais exigindo compromissos climáticos. Segundo Alckmin, trata-se de um jogo de “ganha-ganha”, onde quem for mais competitivo vende mais, mas respeitando regras claras de sustentabilidade.
“O acordo fortalece o multilateralismo em um momento geopolítico difícil, de instabilidade e conflitos”, finalizou o vice-presidente.
Imagem: Divulgação



