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O ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso no domingo (2 de agosto de 2026) pelas forças de segurança da Bolívia. Foragido desde o início de julho, o ex-parlamentar teve seu nome incluído na difusão vermelha da Interpol por risco de fuga internacional.
Após a captura no país vizinho, Neno Razuk foi entregue e transferido à Polícia Federal no posto fronteiriço de Corumbá (MS), devendo ser recambiado para Campo Grande à disposição do Poder Judiciário.
Origem das Investigações e Condenação Judicial
Neno Razuk foi alvo central das apurações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Successione:
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Condenação: Sentenciado a 16 anos de prisão pelos crimes de integração em organização criminosa, roubos e exploração do jogo do bicho.
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Motivação do Mandado: O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, logo após o ex-deputado perder o mandato na Assembleia Legislativa de MS e, consequentemente, a prerrogativa de foro privilegiado.
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Acusação Principal: A apuração apontou que o ex-parlamentar liderou investidas violentas para dominar o monopólio do jogo do bicho na capital sul-mato-grossense — vácuo deixado pela Operação Omertà —, com planos de expansão das bancas ilícitas para outros estados, como Goiás.
Histórico da Operação Successione e Transferência
A 4ª fase da Operação Successione, deflagrada no final do ano anterior, já havia resultado na prisão de outros familiares do ex-deputado (o pai, Roberto Razuk, e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk).
Com a efetivação do mandado de prisão pela polícia boliviana e pela PF, a expectativa é de que Neno Razuk seja escoltado até Campo Grande e custodiado no Centro de Triagem Anízio Lima.
Imagem: Divulgação



