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A Comunidade Quilombola Santa Tereza, em Figueirão, deu início às celebrações da 115ª Festa do Divino Espírito Santo. Reconhecida desde 2021 como Patrimônio Imaterial de Mato Grosso do Sul, a festividade une religiosidade, história e resistência cultural, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações desde 1909.
O evento começou com a emocionante “soltura da bandeira”, acompanhada pelo chefe de gabinete Cleiton Cosme. Agora, os foliões percorrem a região em um giro de 15 dias, levando bênçãos às famílias visitadas.
Programação das Festividades
Os festeiros Joaquim e Sirleia Malaquias, junto a Aparecido e Creunice Lima, convidam a população para o encerramento da jornada nos dias 23 e 24 de maio.
23 de maio (Sábado)
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15h00: Chegada da Bandeira e dos Foliões.
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17h30: Santa Missa.
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18h30: Jantar Comunitário (Encerrando às 21h00).
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20h00: Reza do Terço, hasteamento do mastro e queima da fogueira.
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21h30: Apresentação da Dança do Catira.
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22h00: Baile e Leilão.
24 de maio (Domingo)
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07h00: Café da manhã.
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08h30: Sorteio dos festeiros para 2027.
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10h00: Música ao vivo e início do Leilão.
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12h00: Almoço Comunitário.
Aviso importante: As refeições são gratuitas, mas a organização solicita que os participantes levem pratos e talheres. Não será permitida a entrada com bebidas no local.
Uma História de Milagre e Promessa
A origem da festa remonta a 1909, em meio a uma epidemia de febre que assolava a família Malaquias. Dona Maria Francelina prometeu ao Divino Espírito Santo que, se sua família fosse curada, realizaria uma festa anual em sua honra.
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O Milagre: Após o uso de raízes medicinais do cerrado, a cura veio, e a promessa foi cumprida.
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O Giro: Em 1913, com o auxílio do goiano Francisco Rodrigues, iniciou-se o “Giro da Bandeira” a cavalo, tradição que segue ritos rigorosos até hoje, como o respeito ao pôr do sol e as orações cantadas.
Imagem: Divulgação



