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Hegemonia Liberal: PL filia 5 Deputados e assume a maior bancada da Assembleia Legislativa

Movimento articulado por Reinaldo Azambuja garante 7 cadeiras ao partido; saída em bloco de tucanos redesenha o equilíbrio de forças na Alems para o ciclo eleitoral de 2026.

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A cerimônia de hoje marca o auge da estratégia de Reinaldo Azambuja desde que assumiu o comando do PL em setembro de 2025. Ao atrair parlamentares com alto capital de votos e vasta experiência, o partido não apenas ganha em número, mas em capacidade de ditar o ritmo das votações e a ocupação de espaços estratégicos na Mesa Diretora e comissões permanentes.

O Novo Mapa da Bancada

Com as assinaturas colhidas nesta manhã, a configuração do PL na Assembleia passa a ser a seguinte:

  • Novos Filiados (vindos do PSDB): Mara Caseiro, Paulo Corrêa (ex-presidente da Casa) e Zé Teixeira.

  • Novo Filiado (vindo do MDB): Márcio Fernandes.

  • Novo Filiado (Independente): Lucas de Lima, que oficializa sua entrada na direita conservadora.

  • Bancada Original: Coronel David e Neno Razuk.


Estratégia: Aliança com Riedel e Olho no Senado

A “superbancada” do PL não foi montada por acaso. A articulação de Reinaldo Azambuja segue dois pilares centrais:

  1. Sustentação ao Governo: O PL agora é o principal pilar de apoio ao governador Eduardo Riedel (PP) na Assembleia, garantindo governabilidade em troca de protagonismo político.

  2. Projeto Majoritário: O fortalecimento da sigla pavimenta o caminho para a candidatura de Reinaldo ao Senado Federal, onde ele lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.

  3. Vínculo Nacional: A ação em MS está conectada ao projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vê no estado um reduto estratégico para a futura campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.


Tabela: A Nova Correlação de Forças (Março/2026)

Partido Bancada Anterior Bancada Atual (Estimada) Status
PL 2 7 Maior bancada da Alems
PSDB 6 3 Perda de protagonismo histórico
PP 3 4 Segunda força em crescimento
MDB 3 2 Redução de quadros

O Impacto nas Próximas Eleições

A janela partidária, que se encerra no dia 4 de abril, ainda pode trazer novos movimentos, mas o golpe desferido pelo PL hoje é considerado o “xeque-mate” deste período. Com sete deputados, o partido terá o maior tempo de TV e fundo eleitoral entre as legendas estaduais, tornando-se o destino natural para novos aliados que buscam estrutura de campanha para outubro.

Reinaldo Azambuja, ao abonar as fichas, reforçou que o objetivo é “unir a direita e o centro” em uma plataforma conservadora que dê continuidade ao desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, mas com a identidade visual e ideológica do PL.

Imagem: Divulgação

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