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Ratinho Júnior desiste da Presidência e anuncia aposentadoria da vida pública ao fim do mandato

Governador do Paraná comunica ao PSD que concluirá gestão em dezembro de 2026 e voltará ao setor privado para presidir o Grupo Massa; decisão abre caminho para Eduardo Leite e Ronaldo Caiado na legenda.

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O cenário sucessório presidencial de 2026 sofreu uma alteração estrutural nesta segunda-feira (23 de março de 2026). O governador do Paraná, Ratinho Júnior, oficializou sua desistência da disputa pelo Palácio do Planalto. Em conversa com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, Ratinho confirmou que cumprirá seu mandato até o último dia (31 de dezembro) e, após isso, deixará a vida pública.

Diferente de outros políticos que buscam o Senado ou o Ministério após o governo, Ratinho Júnior optou pelo retorno à iniciativa privada: ele assumirá a presidência do Grupo Massa de Comunicação, conglomerado fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.

O Peso da Decisão no PSD

A saída de Ratinho Júnior é um balde de água fria em uma ala considerável do PSD. O governador paranaense era visto como o nome mais competitivo do partido devido a:

  • Aprovação Recorde: Atualmente com 85% de avaliação positiva no Paraná.

  • Performance Eleitoral: Reeleito em 2022 com quase 70% dos votos válidos.

  • Viabilidade: Pontuava com dois dígitos em pesquisas nacionais, à frente dos colegas de partido Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO).

“Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná”, destacou a nota oficial da assessoria.

Legado e Posicionamento

Ao decidir não renunciar em abril (prazo legal para quem deseja concorrer), Ratinho Júnior garante a continuidade de projetos em infraestrutura e educação, áreas onde o Paraná atingiu índices de excelência nacional sob sua gestão.

Mesmo fora das urnas, ele prometeu manter o protagonismo no debate de ideias, defendendo pautas como:

  • Endurecimento de leis criminais;

  • Desburocratização do Estado;

  • Protagonismo do agronegócio como trunfo global.

Imagem: Divulgação

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