Saúde de Costa Rica supera meta constitucional e aplica 25,22% de recursos próprios

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Em audiência pública realizada na Câmara Municipal no dia 26 de fevereiro de 2026, a Secretaria de Saúde de Costa Rica apresentou o Relatório Detalhado do 3º Quadrimestre de 2025 (RDQA). Os dados revelam que o município investiu 25,22% de sua receita em saúde, valor significativamente superior aos 15% exigidos pela Constituição Federal.
A prestação de contas detalhou o fôlego financeiro da pasta e os desafios impostos pela alta demanda regional e pela dependência da regulação estadual.
Execução Orçamentária e Investimentos
O balanço financeiro demonstrou uma arrecadação muito superior à previsão inicial, refletindo o crescimento econômico e a gestão de recursos no município.
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Receita Arrecadada: R$ 48.429.188,68 (Previsão era de R$ 22,2 milhões).
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Despesas Liquidadas: R$ 79.846.409,66.
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Principais Destinos dos Recursos:
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Assistência Hospitalar e Ambulatorial: R$ 54,1 milhões.
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Atenção Básica: R$ 27 milhões.
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Produção Hospitalar e Atenção Especializada
Costa Rica consolidou-se como um polo regional, atendendo pacientes de diversas cidades vizinhas e até do Mato Grosso.
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Internações: 1.946 casos registrados entre setembro e dezembro de 2025.
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Hemodiálise: Média de 25 pacientes por quadrimestre, atendendo moradores de Chapadão do Sul, Figueirão, Paraíso das Águas e Alto Taquari (MT).
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UTI: Manteve ocupação de 30%, atendendo aos requisitos técnicos.
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Especialidades em Alta: Consultas cardiológicas (966) e ginecológicas (1.012) apresentaram crescimento em relação ao ano anterior.
Atenção Primária e Vigilância
A rede municipal conta com 100% de cobertura territorial, estruturada em sete equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF).
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Cadastros: 20.986 famílias acompanhadas por 51 agentes comunitários.
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Consultas Médicas (Básica): Aumento expressivo, passando de 14.306 para 16.042 atendimentos.
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Assistência Farmacêutica: Distribuição recorde de 920.236 medicamentos pactuados em 2025.
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Dengue: O índice de infestação preocupa (acima de 2%). Foram 14 casos confirmados no último quadrimestre, com mais de 25 mil visitas de combate a vetores realizadas.
Desafios e Alertas da Gestão
Apesar do alto investimento municipal, a audiência destacou gargalos críticos que dependem da esfera estadual:
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Queda na Regulação: Houve uma redução drástica na liberação de exames pelo Estado (Ressonâncias caíram de 491 para apenas 15 no quadrimestre).
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Alta Complexidade: Vereadores e o secretário Daniel Rayckson manifestaram preocupação com a suspensão de programas como o “MS Saúde” (antigo Opera MS), afetando cirurgias oncológicas e neurocirurgias.
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Transporte de Pacientes: O município realizou 310 viagens no período, transportando 4.657 pessoas para centros como Campo Grande e Barretos (SP).
Notificação aos Moradores: A Secretaria de Saúde reforçou que há lei municipal prevendo multa para imóveis com focos de dengue. O apoio da população é vital para evitar um surto epidemiológico.
Imagem: Divulgação



