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Manifestações convocadas por lideranças conservadoras reuniram multidões em pelo menos oito capitais brasileiras neste domingo, 1º de março de 2026. Os atos, que ocorreram em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre e Salvador, serviram como um termômetro para a reorganização da direita e o fortalecimento de nomes para o cenário eleitoral.
O movimento teve como pautas centrais o pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, críticas ao governo federal, a defesa da liberdade de expressão e a oposição a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Destaques nas Capitais
Avenida Paulista (São Paulo)
O maior público concentrou-se na Avenida Paulista, em frente ao MASP. O evento foi marcado pela presença de figuras expressivas e forte simbolismo:
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Lideranças: Flávio Bolsonaro (pré-candidato do PL à presidência), o governador Romeu Zema, o deputado Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia.
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Simbolismo: O retorno do boneco “Pixuleco” e novas representações críticas à suposta censura sofrida por Jair Bolsonaro.
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Discursos: O tom variou entre a defesa enfática da anistia e a busca por um diálogo mais moderado com o centro político, estratégia adotada por Flávio Bolsonaro.
Brasília e Belo Horizonte
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Brasília: Concentração no Museu da República com a presença de Rogério Marinho e Bia Kicis. Carlos Bolsonaro, circulando como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, optou por caminhar entre os manifestantes em vez de discursar nos carros de som.
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Belo Horizonte: O encontro na Praça da Liberdade reforçou a proximidade entre Nikolas Ferreira e o governador Romeu Zema, sinalizando possíveis composições de chapa para 2026.
Pautas e Estratégia Política
As manifestações deste domingo consolidaram as prioridades do campo conservador para o ano legislativo e eleitoral:
| Pauta Principal | Objetivo Político |
| Anistia 8 de Janeiro | Reintegração política de aliados e base militante. |
| PL da Dosimetria | Derrubada de vetos presidenciais para endurecimento penal. |
| Impeachment de Ministros | Pressão direta sobre a composição do STF. |
| Críticas Econômicas | Combate ao aumento de impostos e à gestão do governo Lula. |
Termômetro Eleitoral
Para analistas políticos, os atos de ontem funcionaram como um “ensaio geral” para as campanhas de 2026. A escolha de Flávio Bolsonaro como o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o pano de fundo de muitos discursos, buscando consolidar sua liderança nacional e testar sua capacidade de mobilização popular fora do Rio de Janeiro.
“Esses atos ajudam a testar quais pautas mobilizam mais o eleitorado”, afirma o professor Gustavo Macedo (Insper), destacando o clima de “campanha permanente”.
Imagem: Divulgação



