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O que deveria ser uma sessão de deliberações técnicas na CPMI do INSS transformou-se em uma cena de confronto físico e descontrole nesta quinta-feira (26). A aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Lula, foi o estopim para uma briga generalizada que forçou a suspensão imediata dos trabalhos.
O plenário, que já estava sob forte tensão, tornou-se palco de empurrões, trocas de insultos e agressões físicas entre parlamentares da base governista e da oposição.
O Estopim do Conflito
A confusão começou assim que o resultado da votação foi anunciado. A inclusão de “Lulinha” na lista de investigados gerou revolta imediata nos parlamentares do PT e aliados:
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Argumento Governamental: Classificam a medida como “perseguição política” e “uso eleitoral”, afirmando que não há conexão entre o filho do presidente e as fraudes no INSS.
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Argumento da Oposição: Defendem que a investigação deve ser “ampla e irrestrita”, sustentando que as ramificações financeiras suspeitas precisam ser esclarecidas, independentemente de quem sejam os envolvidos.
Violência no Plenário
O embate verbal escalou rapidamente para a agressão física. Relatos e imagens do local confirmam:
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Troca de agressões: Parlamentares chegaram a trocar socos e pontapés em meio ao tumulto.
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Intervenção da Segurança: A Polícia Legislativa precisou intervir para separar os grupos e garantir a integridade física dos presentes.
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Suspensão: Diante da total falta de condições de segurança e ordem, a presidência suspendeu a sessão sem previsão de retomada para as oitivas que ocorreriam à tarde.
O Impacto na Investigação
A quebra de sigilo de um familiar do presidente eleva a temperatura política no Congresso a níveis alarmantes. Para analistas, o episódio pode:
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Travar a CPMI: A polarização extrema dificulta a votação de novos requerimentos e a análise técnica de documentos.
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Judicialização: Espera-se que a defesa de Luís Cláudio recorra ao STF para tentar anular a quebra de sigilo, alegando falta de fundamentação jurídica.
“Aqui não tem parentes de presidente”, havia dito o senador Carlos Viana (Presidente da CPMI) antes do início do tumulto, reforçando que a função da comissão é dar sequência aos fatos apurados pelo relator.
Imagem: Divulgação



