Florestas Plantadas: O “Ouro Verde” do Mato Grosso do Sul na Era da Bioeconomia
Com expansão de 217 mil hectares em 2024, MS lidera o plantio em áreas de pastagem, mitigando riscos regulatórios e atraindo capital global.

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MATO GROSSO DO SUL – A lógica econômica do setor florestal no estado é imbatível. Graças ao clima tropical, o eucalipto e o pinus crescem com velocidade recorde, o que reduz o tempo de retorno do investimento (payback) e atrai investidores que buscam ativos biológicos robustos.
O Diferencial Estratégico do MS
A escolha do Mato Grosso do Sul para a expansão não é apenas por disponibilidade de terra, mas por estratégia de imagem e risco:
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Uso de Áreas Antropizadas: O plantio ocorre majoritariamente em pastagens de baixa produtividade. Isso elimina a narrativa de desmatamento, facilita certificações internacionais e atende à rigorosa regulamentação antidesmatamento da União Europeia.
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Adicionalidade: Ao transformar um solo degradado em uma floresta produtiva, o estado melhora sua “narrativa de carbono”, atraindo fundos de investimento focados em ESG.
A Matemática do Capital (WACC e CAPEX)
O texto destaca que, com juros elevados, a eficiência técnica não basta; é preciso robustez financeira:
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Risco Hídrico e Crédito: Bancos e fundos já precificam o impacto ambiental. Se uma floresta consome água de forma desordenada ou ignora APPs (Áreas de Preservação Permanente), o custo do dinheiro (WACC) sobe para a empresa.
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Segurança Jurídica: Certificações e monitoramento rigoroso deixaram de ser “perfumaria” para se tornarem instrumentos de redução de juros e garantias de crédito.
Além da Celulose: A Floresta como Estoque de Carbono
A visão moderna da silvicultura vai além da queima de biomassa:
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Produtos Duráveis: Quando a madeira é usada em móveis, construção civil ou painéis, ela mantém o carbono estocado por décadas.
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Substituição de Insumos: Materiais de base florestal substituem plásticos e aço, que são intensivos em emissões, ampliando o ganho ambiental líquido.
Modelos Sustentáveis em Ascensão:
Para evitar os riscos das monoculturas puras (pragas e perda de biodiversidade), o setor aposta em:
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ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta): Diversifica a renda do produtor (boi, grão e madeira) e melhora a resiliência do solo.
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Mosaicos Florestais: Plantios intercalados com matas nativas e corredores ecológicos, protegendo a fauna e a flora local.
Imagem: Divulgação



