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Governo de MS impõe Teto de Gastos e corta 25% de contratos até o fim de 2026

Medida visa compensar queda na arrecadação do gás natural e preservar investimentos em infraestrutura; secretários responderão por excessos.

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O Governo de Mato Grosso do Sul publicou um pacote de medidas de austeridade que redefine o uso do dinheiro público nos próximos dois anos. Até 31 de dezembro de 2026, todos os órgãos da administração direta, autarquias e fundações deverão operar sob um rigoroso controle de despesas, limitando seus gastos ao patamar executado no ano anterior.

A estratégia é clara: cortar no custeio para manter os investimentos. Sem elevar a alíquota do ICMS (que permanece em 17%), o Estado busca compensar a retração nas receitas do gás natural importado da Bolívia.

 Onde o “Cinto será Apertado”?

O decreto foca em despesas administrativas e operacionais que não afetem diretamente os serviços essenciais:

  • Contratos de Custeio: Corte imediato de 25% nos contratos de prestação de serviços e manutenção.

  • Consumo Interno: Recomendação expressa para evitar a compra de novos veículos, mobiliário e equipamentos de informática.

  • Viagens e Eventos: Redução drástica na concessão de diárias, passagens aéreas e realização de eventos institucionais.

  • Folha de Pagamento: Manutenção do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e controle rigoroso sobre horas extras.

 O Vilão do Orçamento: O Gás Natural

A principal razão para o ajuste é a mudança no cenário energético. Mato Grosso do Sul sempre dependeu fortemente do ICMS sobre o gás boliviano. Com a redução do volume importado e mudanças nos preços internacionais, essa fonte de receita secou parcialmente, obrigando o governo a recalcular a rota orçamentária para 2026.

 O que está preservado?

Apesar do “freio de arrumação”, o Executivo Estadual garantiu que:

  1. Obras em Andamento: Projetos estratégicos de infraestrutura (como a Rota da Celulose e pavimentação de rodovias) continuam no cronograma.

  2. Áreas Sociais: Saúde e Educação devem manter seus repasses mínimos constitucionais, embora as secretarias também precisem otimizar seus gastos administrativos.

“A responsabilidade agora é direta dos secretários e dirigentes. Se a arrecadação não reagir, o texto já prevê novos contingenciamentos para garantir que o Estado feche 2026 no azul”, reforça a nota do governo.


Tabela do Ajuste Fiscal MS 2026:

Medida Impacto Prazo
Corte em Contratos 25% de redução no valor Dezembro/2026
Teto de Empenho Valor igual ao ano anterior Permanente
ICMS Modal Mantido em 17% Sem alteração
Investimentos Prioridade para infraestrutura Mantidos

Imagem: Divulgação

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