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Diferente do que ocorreu em surtos anteriores, a resposta atual está sendo mais rápida. A aplicação de limpezas adicionais com desinfetantes de alto espectro e o monitoramento de sintomas em passageiros vindos da região de risco são as principais barreiras para evitar que o vírus saia do epicentro.
Protocolos Reativados nos Terminais
Os aeroportos de Suvarnabhumi (Tailândia) e outros centros regionais estão operando sob diretrizes da OMS:
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Uso de Máscaras: Recomendado ou obrigatório em áreas de desembarque internacional.
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Triagem Térmica: Monitoramento de febre, um dos primeiros sinais da encefalite causada pelo vírus.
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Distribuição de Cartilhas: Orientações sobre o consumo de alimentos e contato com fluidos, já que o Nipah pode ser transmitido por frutas contaminadas por morcegos.
A Gravidade do Vírus Nipah
O vírus é considerado uma das maiores ameaças à segurança sanitária mundial pela sua agressividade:
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Letalidade Histórica: Cerca de 245 mortes entre 2001 e 2024 apenas em surtos documentados.
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Sintomas Críticos: Pode evoluir rapidamente para encefalite (inflamação cerebral), levando ao coma em 24 a 48 horas, ou causar insuficiência respiratória grave.
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Transmissão: Diferente da Covid, o risco aumenta drasticamente no contato direto com secreções e alimentos contaminados (como o suco de tâmara in natura).
Situação no Brasil e em Mato Grosso do Sul
Até o momento, a Anvisa e o Ministério da Saúde não emitiram novas obrigatoriedades para aeroportos brasileiros como o de Campo Grande.
Fato: Como não há voos diretos de Bengala Ocidental para o Brasil, o risco de chegada do vírus é considerado baixo pelas autoridades nacionais, mas o monitoramento de passageiros que fazem conexões em hubs asiáticos e europeus permanece ativo nos sistemas de vigilância.
Resumo dos Números do Surto Atual (Índia)
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Infectados confirmados: 5 pessoas.
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Em quarentena: 110 pessoas (incluindo contatos de profissionais de saúde).
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Casos críticos: 2 enfermeiras.
Imagem: Divulgação



