SAÚDE PÚBLICA: Cassilândia assume custeio de cirurgias de catarata para garantir conclusão de tratamentos
Gestão municipal investe recursos próprios para atender pacientes que aguardavam a operação do segundo olho após interrupção de programa estadual.

MsEspecial
Em uma ofensiva para zerar a demanda represada e garantir a reabilitação visual de seus cidadãos, a Prefeitura de Cassilândia deu início, nesta quinta-feira (23), a uma força-tarefa de cirurgias oftalmológicas na Santa Casa local. A medida, autorizada pelo prefeito Rodrigo Freitas, foca especificamente em pacientes que já haviam operado o primeiro olho, mas tiveram o tratamento interrompido.
A decisão administrativa surge como resposta direta à paralisia temporária do programa estadual “MS Saúde”. Sem a continuidade do suporte externo, dezenas de moradores corriam o risco de permanecer com a visão comprometida. Para evitar o retrocesso clínico desses pacientes, o município optou por absorver os custos dos procedimentos com orçamento próprio.
Continuidade e Adesão
O levantamento da Secretaria Municipal de Saúde indicava que 94 pacientes estavam aptos para a intervenção no segundo olho. Nesta fase inicial da campanha viabilizada pela prefeitura, 56 pacientes confirmaram a adesão e passam pelo procedimento hoje.
A ação é fruto de um convênio estratégico entre o Poder Executivo e a Santa Casa de Cassilândia, otimizando a infraestrutura hospitalar local para dar vazão à demanda cirúrgica sem a necessidade de deslocamento dos idosos e demais beneficiários para outros centros urbanos.
Impacto na Qualidade de Vida
A oftalmologia especializada aponta que a conclusão do tratamento nos dois olhos é fundamental para o restabelecimento da percepção de profundidade e do equilíbrio visual.
“Garantir que esses pacientes concluam o ciclo cirúrgico é uma questão de dignidade. Não poderíamos permitir que a recuperação iniciada fosse interrompida por questões burocráticas ou externas”, destacou a gestão municipal em nota sobre o investimento.
Com o aporte financeiro direto, o município busca não apenas reduzir a fila de espera, mas também assegurar que o investimento público já realizado anteriormente no primeiro olho não seja perdido pela falta de finalização do processo clínico.
Imagem: Divulgação



