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UFMS de Três Lagoas é nota máxima em Medicina; particulares de MS reprovam no Enamed e podem perder vagas

Avaliação do MEC expôs abismo entre ensino público e privado no estado; Uniderp e UniCesumar tiveram nota 2 e sofrerão sanções.

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O Ministério da Educação divulgou os resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e o cenário em Mato Grosso do Sul é de contrastes extremos. Enquanto as universidades públicas atingiram a excelência, duas grandes instituições privadas amargaram notas insatisfatórias.

Para a região da Costa Leste, a grande notícia é o desempenho do campus da UFMS de Três Lagoas, que conquistou a nota máxima (Conceito 5), consolidando-se como referência na formação médica nacional.

 O Quadro de Honra (Públicas)

As federais e a estadual dominaram o ranking com notas altas, provando a qualidade do ensino gratuito no estado:

  • UFMS (Três Lagoas): Conceito 5 (Máximo)

  • UFMS (Campo Grande): Conceito 5 (Máximo)

  • UFGD (Dourados): Conceito 5 (Máximo)

  • UEMS (Campo Grande): Conceito 4 (Muito Bom)

 O Sinal Vermelho (Particulares)

Na outra ponta, duas instituições privadas ficaram com Conceito 2 (numa escala de 1 a 5), nota considerada insuficiente pelo INEP:

  • Universidade Anhanguera Uniderp (Campo Grande)

  • UniCesumar (Corumbá)

Ambas foram procuradas pela reportagem original, mas não se manifestaram até o fechamento dos dados.

 O que acontece agora? (Punições)

A nota baixa não é apenas um número, ela traz consequências pesadas e imediatas para as faculdades reprovadas. Segundo o Ministro da Educação, Camilo Santana, as instituições com conceito 2 sofrerão:

  1. Redução de vagas para novos ingressos.

  2. Proibição de novos contratos pelo Fies e Prouni.

O objetivo, segundo o ministério, é proteger a população. “É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade”, afirmou o ministro.

 Contexto Nacional

O Enamed avaliou a formação de médicos em todo o Brasil. O dado alarmante é que 30% dos cursos do país ficaram na faixa insatisfatória. Além disso, dos alunos que estão se formando agora (prestes a atender pacientes), quase 13 mil não conseguiram demonstrar conhecimento suficiente na prova.

Imagem: Divulgação

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