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Contramão Nacional: Enquanto desmatamento cai no país, Pantanal registra alta de 16,5%

Relatório do INPE aponta que, dos seis biomas brasileiros, apenas o Pantanal e a Caatinga tiveram aumento na supressão de vegetação nativa em 2024.

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Uma “Nota Técnica” divulgada neste domingo (11) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) trouxe um alerta específico para o Mato Grosso do Sul. Embora o Brasil tenha celebrado quedas expressivas no desmatamento na maioria de seus biomas, o Pantanal seguiu o caminho inverso, registrando um aumento de 16,5% na supressão de vegetação nativa em 2024, comparado ao ano anterior.

Os dados consolidados são do sistema Prodes (Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa). Segundo o levantamento, o Pantanal e a Caatinga (+9,93%) foram as únicas regiões naturais do país onde a destruição da flora avançou.

 Queda nos demais biomas

No cenário nacional, o resultado foi positivo. A Mata Atlântica liderou a preservação, com uma redução drástica de quase 38% no desmatamento. O Cerrado, outro bioma predominante em MS e no Centro-Oeste, também teve um alívio significativo.

Confira os números da redução entre 2023 e 2024:

  • Mata Atlântica: -37,89%

  • Amazônia: -28,09%

  • Cerrado: -25,76%

  • Pampa: -20,08%

Análise e Metodologia

Para chegar a esses números, o INPE utiliza satélites que identificam automaticamente a remoção da cobertura vegetal (corte raso), independentemente do uso futuro do solo. Posteriormente, esses dados passam por interpretação visual de especialistas.

Para Silvana Amaral, vice-coordenadora do Programa BiomasBR do Inpe, a queda generalizada (com exceção dos dois casos citados) confirma a eficácia das políticas de fiscalização.

“A queda no desmatamento na maioria dos biomas corrobora a efetividade de políticas públicas de comando e controle e de mecanismos regulatórios, como acordos entre sociedade civil e setores de exportação”, avaliou.

Os dados do Prodes são considerados a taxa oficial do governo brasileiro e servem de base para o planejamento de novas ações de combate ao desmatamento e mudanças climáticas.

Imagem: Divulgação

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